![]() |
Mangini foi, acima de tudo, um verdadeiro gentleman. |
Com a recente disponibilização das edições antigas do jornal O Globo tem sido possível rememorar muitos fatos interessantes da história do Xadrez Carioca, ver em acervo.oglobo.oglobo.com . Mangini publicou durante muitos anos uma coluna nas edições vespertinas das segundas-feiras e prestou um inestimável serviço como organizador e divulgador, tendo sido homenageado com nome de rua em Guaratiba, no CEP 27033-350.
Neste ano Mangini conseguiu organizar um Torneio Internacional, aproveitando o retorno dos GMs soviéticos Leonid Stein e Yuri Averbach, que foram jogar o tradicional torneio em Mar del Plata e pararam duas semanas no Rio: um fato incomum naquela época e que só acontecia de tempos em tempos.
O xadrez brasileiro era muito carente de contatos internacionais e nossos melhores jogadores só foram amadurecer e conquistar titulações a partir da década de 70. Só recentemente a nova geração se firmou como líder na América do Sul, totalizando agora 11 GMs e 38 MIs - ultimamente com uma média de 1 GM e 2 MIs a cada 2 anos - suplantando os tradicionais rivais argentinos.
Jogando contra um grupo de enxadristas locais, incluindo os então jovens talentos Helder Câmara (cearense) e Antonio Rocha (gaúcho), que se revezaram como Campeão e Vice nas finais do Brasileiro de 63 e 64, os soviéticos cederam apenas 2 empates, que foram comemorados como se tivéssemos alcançado algo de muita importância - o que, de fato, era notável para a época.
A seguir apresentamos o empate merecidamente conseguido por Helder contra Leonid Stein: (após clicar em 1.e4 pode-se usar a seta > do teclado, por comodidade)
O outro empate foi obtido pelo Dr. Jorge Lemos, jogando de pretas uma novidade contra Stein, e esta partida acabou publicada pelo mundo a fora, devido ao interesse teórico:
Nenhum comentário:
Postar um comentário